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Seminário Virtual e Rede de Trabalho Cooperativo em Pesquisa
        Apresentação formal do Projeto de Pesquisa

                     PROGRAMA INTEGRADO DE PESQUISA

A introdução de novas tecnologias de informação e de comunicação na educação presencial e a distância: contextos: processos, fatores e resultados.

Coordenadora Dra Maria Inês de Matos Coelho - Doutora em Educação/ Pesquisadora CNPq.

GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS DE TECNOLOGIAS INTERATIVAS DE APRENDIZAGEM -TEIA GEPE (Apoio do CNPq -- 1999- 2001)

Introdução

Este Programa de Pesquisa é proposto pelo Grupo de Estudos e Pesquisas de Tecnologias Interativas de Aprendizagem (TEIA-GEPE), criado em 16 de março de 1998, na Faculdade de Educação da UEMG. Dá-se assim continuidade à linha de pesquisa do Projeto "Gestão de C&T: Fatores e estratégias de pesquisa e de divulgação científica e uma proposta - O Caso da UEMG" com apoio da FAPEMIG e do CNPq Como resultado principal mantém-se o Seminário Virtual e Rede de Trabalho Cooperativo em Planejamento de Pesquisa e Captação de Recursos em WWW na Internet.

A intensa argumentação pela necessidade de ampliar o acesso às redes de informação e aos recursos para ensino, aprendizagem e trabalho científico e profissional cooperativo com base no computador recoloca a questão crítica da relação entre fins e meios. De nada servirá o equipamento de informática ou qualquer outro, se professores não estiverem capacitados para a utilização adequada de acordo com finalidades pedagógicas. Daí a relevância de se analisar os contextos, processos, fatores e resultados da introdução de novas tecnologias de informação e de comunicação na educação presencial e a distância.

Em Minas Gerais, o PROINFO e o Programa específico da Secretaria de Estado da Educação estão em implantação, já tendo sido adquiridos equipamentos e sido iniciada a capacitação de técnicos para instalação dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE). No momento, estão sendo selecionadas, por licitação, as instituições que irão atuar para a capacitação dos professores da rede pública do estado, para instalação dos NTEs e para o trabalho nas escolas. Estão sendo instaladas Centrais de Informática na Escolas de Ensino Médio (SEE-MG, 1998)

Considerando a importância das mudanças que poderão ocorrer com o uso de novas tecnologias de informação e de comunicação bem como as iniciativas governamentais e do sistema educacional para a introdução destas tecnologias nas escolas, no processo de ensino e de aprendizagem , ressalta-se a relevância deste Programa de Pesquisa ora proposto.

O Programa de Pesquisa, submetido à apreciação para financiamento pelo CNPq, tem como propósito mais amplo o de contribuir , para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem e para uma educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico e para exercício da cidadania. Neste sentido, visa fornecer subsídios, de caráter científico e prático, para a compreensão do processo de incorporação de novas tecnologias de informação e de comunicação na educação presencial e a distância. Para isso, serão analisados contextos, processos, fatores e resultados da introdução de novas tecnologias de informação e de comunicação no processo ensino e aprendizagem bem como serão desenvolvidos e avaliados, participativamente com docentes de Escolas, Fundamental , Média e Superior, ambientes interativos de aprendizagem incorporando adequadamente estas tecnologias.

O pressuposto que orienta este Programa de Pesquisa é de que novas tecnologias devem ser ferramentas para "pensar com..." e para explorar como promover mudanças significativas na prática de sala de aula, na escola, nos processos de educação a distância e na sociedade. Fundamentos teóricos e metodológicos serão desenvolvidos com o foco em ambientes interativos de aprendizagem que possibilitem construção (reconstrução) de conhecimentos com participação, autonomia e controle exercidos pelos aprendizes.

A problemática da incorporação de novas tecnologias de informação e de comunicação na educação

O desenvolvimento de novas tecnologias de informação e de comunicação (NTIC), com destaque para o avanço dos computadores, vem constituindo estímulo para a mudança na tecnologia educacional que se baseia no texto impresso. As redes de trabalho, componentes essenciais do uso do computador como um sistema, estão se proliferando, lançando conexões que, rapidamente, envolvem o globo num pulsar de mensagens. Telefones, televisão e computador estão se ligando de modo que podem servir para estabelecer mediações no ensino nas escolas e provocar mudanças importantes nelas. De um lado, há grande entusiasmo com as potenciais mudanças mas, de outro lado, há ceticismo e, mesmo, crítica acirrada às referidas novas tecnologias e suas consequências para a escola e a sociedade.

Este programa de pesquisa busca trabalhar uma postura de equilíbrio e adequação no desenvolvimento de ambientes interativos de aprendizagem com incorporação de novas tecnologias de informação e de comunicação, nas escolas fundamental, média e superior, com vistas à melhoria do processo de aprendizagem e de educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico e para exercício de cidadania.

As dimensões chaves da tecnologia da escolarização moderna e, portanto , de nossa escola atual, foram inventadas e implementadas no século XVI, entre 1500 e 1650, a partir da criação da imprensa. A escola baseada no livro texto impresso ("print based - schools") data portanto, de quase quinhentos anos. A centralidade do texto impresso determina o "design instrucional" básico em que a experiência educacional torna-se fragmentada e limitada porque a cultura intelectual precisa ser dividida em muitas matérias distintas que são sequenciadas para estudo ano a ano, de forma a possibilitar o uso dos livros textos. Este "design" coloca limites à curiosidade e ao interesse dos estudantes bem como às suas capacidades construtivas e integrativas.

Na vertente de estudos sobre as mudanças a serem possibilitadas pelas novas tecnologias, na escola, destacam-se os trabalhos do Institute for Learning Technologies (ILT) da Columbia University e do MEDIA do MIT, ambos nos Estados Unidos.

A incorporação de novas tecnologias de informação digital é trabalhada, por esta vertente, no sentido de que o "design instrucional" ou do sistema escolar passe a ser o de um sistema multimídia trabalhado em rede. Nele, duas dimensões são mais importantes:

  • os materiais pertencentes ao currículo não serão mais uma sequência de unidades compartimentadas pois poderão estar acessíveis a qualquer estudante ou professor em qualquer momento;
  • o escopo dos materiais curriculares poderá ser muito maior e fornecer passos múltiplos para níveis cada vez mais altos e complexos de realização.

Estas duas dimensões –a transcendência do arranjo sequencial e a transformação do escopo – poderão transformar profundamente os limites do sistema escolar atual baseado nos materiais impressos, contribuindo para mudar radicalmente sua pedagogia. Parecem previsíveis algumas mudanças em relação a :

  • o que as pessoas serão capazes de aprender,
  • o que elas precisarão aprender,
  • como elas aprenderão isto. (MC CLINTOCK, 1997)

Segundo TEODORO (1996:2), "a introdução das tecnologias da informação na educação pode estar associada à mudança do modo como se aprende, à mudança das formas de interação entre quem aprende e quem ensina, à mudança do modo como se reflete sobre a natureza do conhecimento". Esta forma de pensar, ainda recente, se opõe à que situa as novas tecnologias como "tecnologias de substituição", incluindo a substituição do professor.

Na construção de um novo sistema educacional, como um conjunto de interações recíprocas e complexas, podem ser identificados cinco elementos essenciais

  • organização do tempo e do espaço,
  • estratégias motivacionais,
  • apresentação da cultura,
  • pedagogias que orientam o estudo e a aprendizagem,
  • caráter da profissão do professor. ( MC CLINTOCK, 1997)

O Institute for Learning Technologies (ILT) vem estudando como as redes de trabalho informatizado podem influenciar cada um destes componentes do sistema educacional , cada um reforçando os outros, inclusive a profissão docente. Um aspecto identificado é o da "reconstrução virtual" das escolas do dia-a-dia, que altera a denominada "escola de massas" :

  • grupos e subgrupos podem se conectar eletrônicamente e funcionar como uma unidade,
  • recursos como E-mail, "voice-mail", video-mail possibilitam imediatividade interpessoal à colaboração e criam espaços de grande flexibilidade.

Outro aspecto apontado pelo ILT é o das atividades colaborativas que serão grandemente facilitadas entre estudantes que trabalham em projetos. A comunicação assincrônica melhora a habilidade das pessoas trabalharem juntas sem perder sua autonomia e as redes aumentam a facilidade para compartilhar e gerenciar informação e idéias comuns. Além de os conteúdos e recursos pedagógicos ficarem acessíveis aos estudantes e professores, em qualquer momento, a estratégia educacional estimulada é a "pedagogia de projetos" com vistas a possibilitar a construção ou reconstrução do conhecimento pelo aluno em lugar do ensino como mera transmissão. Além disto, livros escolares integrados com softwares de fácil acesso poderão ser elementos principais de situações em que professores e alunos são todos aprendizes e colaboradores.

Quanto à profissão do professor, supõe-se que o "ethos" profissional em ensinar deixará de ser o da rotinização. As redes de trabalho ajudarão professores a colaborar uns com os outros , dentro do fluxo corrente de atividade diária, muito mais do que eles fazem agora, para integrar classes, para compartilhar problemas, análise e soluções técnicas, para desenvolver competências e interesses especiais e para identificar estudantes com necessidades e interesses específicos em que cada docente poderá auxiliar.

As potencialidades do emprego dos computadores no processo de ensino-aprendizagem nas escolas, tal como já analisadas, enfrentam muitas dificuldades para concretização. O principal obstáculo encontra-se no modo como o espaço e o tempo são geridos em nossas escolas em cursos estruturados por séries e cargas horárias semanais por disciplinas separadas. Outra dificuldade localiza-se na atividade predominante que é a aula expositiva pelo professor com apoio no livro didático. Além disto, a criação de ambientes interativos e de atividade prática é muitas vezes difícil devido ao número de alunos em classe e a um certo comodismo e mesmo resistência à realização de esforço para aprender. (TEODORO,1996)

As mudanças não ocorrerão automaticamente. Embora os custos cada vez mais decrescentes possam tornar as tecnologias digitais mais acessíveis às crianças, adolescentes e jovens escolares, o acesso aos computadores e às conexões da Internet não será suficiente. Muitos dos produtos de software, que estão sendo desenvolvidos para crianças atualmente, servem mais para estreitar em lugar de ampliar os horizontes delas. Para criar mudanças reais na aprendizagem devemos criar tecnologias que apoiem uma nova visão de aprendizagem e uma nova concepção de criança e aprendiz. ( NEGROPONTE et al., 1998)

"Como auxiliar do processo de construção do conhecimento, o computador deve ser usado como uma máquina a ser ensinada. Nesse caso, é o aluno quem deve passar as informações para o computador." ( VALENTE, 1997:20) Como salienta este autor, "o uso inteligente do computador na educação é justamente aquele que tenta provocar mudanças na abordagem pedagógica vigente ao invés de colaborar com o professor para tornar mais eficiente o processo de transmissão do conhecimento." Dito de outra forma, isso significa, como propõe o Grupo MEDIA do MIT, "criar novas ferramentas para pensar com" e "explorar como estas ferramentas podem ajudar a promover mudanças nos ambientes do mundo real "(grifos nossos).

Para Cortelazzo (1997), "o professor precisa ter familiaridade com as midias , para poder orientar seus alunos na escolha daquela(s) mais apropriada(s) para os projetos que forem desenvolver. A TV, o rádio, o jornal, a revista e o livro, cada um tem suas funções específicas. Cada midia se presta a objetivos diferentes de leitura e representação do mundo. O aluno, por exemplo, poderá obter um resumo rápido de um acontecimento no noticiário da TV e complementar as informações no jornal falado no rádio (mais detalhado e explicativo, por não possuir imagens). Se quiser voltar ao assunto com mais detalhes, terá o texto no jornal impresso e na revista semanal ou mensal que terá tido um maior tempo para acompanhar o acontecimento e se, de fato, for significativo, poderá depois de algum tempo ter um filme ou video-documentário e/ou um livro, apresentando outras faces da pesquisa. Por outro lado, o professor deve ter competência audiovisual para poder trabalhar com os recursos audiovisuais de maneira efetiva. Muitas vezes, o professor esquece que ele próprio é o primeiro recurso audiovisual em sala de aula. É preciso saber selecionar sons e imagens, como usá-los, lê-los e como criar com eles, enfim, como se comunicar com o audiovisual".

No Brasil, a informática educativa tem investigações precursoras na UFRJ em 1966, na UFRGS em 1973 e na UNICAMP em 1975. Inicialmente, o computador não era utilizado como tecnologia de ensino, mas como "objeto de estudo e pesquisa". As primeiras aplicações da informática como tecnologia educacional se deram em avaliação de aprendizagem, focalizando dimensões cognitivas e afetivas nos processos interativos, com computadores de grande porte , e como recurso em simulação. ( MORAES, 1993, p.18)

Duas experiências foram fundamentais para o desenvolvimento da informática na educação em nosso país:

    • a cooperação técnica com os professores Seymour Papert que desenvolveu a linguagem de programação LOGO com características para implementar uma metodologia de ensino baseada no computador, e Marvin Minsky, que resultou na criação de um grupo interdisciplinar na UNICAMP em 1976, base do NIED em 1983;
    • o trabalho desenvolvido na UFRGS, apoiado nas teorias de Piaget e nos estudos de Papert, destacando-se pesquisas do Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) do Instituto de Psicologia com crianças de escolas pública, que apresentavam dificuldades de aprendizagem. ( MORAES, 1993, p.19)

O estágio atual relaciona-se mais diretamente às investigações realizadas pelo Projeto EDUCON, de implantação, em 1984, de centros-piloto nas Universidades Federais do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e na Universidade Estadual de Campinas, cujos projetos foram selecionados entre 26 propostas. Com a ausência de financiamento, o EDUCON teve realmente implementação a partir de 1987. Com o Programa de Ação Imediata em Informática na Educação de 1o e 2 o Graus , criado em 1986, gerido pelo MEC (Comitê-Assessor de Informática na Educação- CAIE- e, depois Secretaria de Informática em 1987), foram implantados dezessete CIEDs ( Centros de Informática na Educação vinculados às Secretarias de Estado da Educação) como "centros irradiadores e multiplicadores" da tecnologia da informática para as escolas públicas.

O atual Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO) tem como objetivos: melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem, possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares mediante incorporação adequada das novas tecnologias de informação pelas escolas, propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico, educar para uma cidadania global numa sociedade tecnologicamente desenvolvida.

O Programa Nacional de Informática na Educação - PROINFO- está financiando a introdução da tecnologia de informática e telecomunicações na rede pública de ensino de 1o e 2 o Graus. Em sua primeira etapa - biênio 1997/98 - está prevista a aquisição de 100 000 microcomputadores para serem distribuidos nas vinte e sete unidades da federação. O Programa pretende iniciar o processo de universalização do uso das tecnologias de ponta no sistema público de ensino, em regime de parceria entre MEC ( Secretaria de Ensino a Distância- SEED) e os governos estaduais ( Secretarias Estaduais de Educação e Conselho Nacional de Secretários de Educação- CONSED) e governos municipais (Secretarias Municipais de Educação e União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME).

A SEED e o CONSED acordaram que os equipamentos serão distribuídos aos estados em quotas proporcionais ao número de alunos da rede publica (estadual e municipal) e de escolas com mais de 150 alunos. Deverão ser beneficiadas cerca de 6 mil escolas, que correspondem a 13,4% do universo de 44,8 mil escolas públicas brasileiras de 1o e 2 o Graus. Na sua primeira etapa, serão investidos cerca de R$ 220 milhões no treinamento e capacitação de professores e técnicos de suporte à informática educativa. Esse investimento em capacitação representa 46 % do total de R$ 480 milhões a ser investido no Programa. Antes de enviar computadores para as escolas, o Programa financiará a instalação de Núcleos de Tecnologia Educacional- NTE, adequadamente distribuidos por todas as unidades da federação. Para essa primeira etapa, estão previstos cerca de 200 NTEs que deverão garantir o processo de capacitação, reciclagem e apoio permanente aos professores da rede pública. Adicionalmente, o Programa prevê o custeio de, no mínimo, um técnico em informática educativa por escola para dar suporte às atividades dos professores.

Em Minas Gerais, o PROINFO e o Programa específico da Secretaria de Estado da Educação estão em implantação, já tendo sido adquiridos equipamentos e sido iniciada a capacitação de técnicos para instalação dos Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE). No momento, estão sendo selecionadas, por licitação, as instituições que irão atuar para a capacitação dos professores da rede pública do estado, para instalação dos NTEs e para o trabalho nas escolas. Segundo a SEE-MG (1998), já estão instaladas 503 Centrais de Informática em Escolas de Ensino Médio e o programa está sendo ampliado para cerca de 2200 escolas.

Considerando a importância das mudanças que poderão ocorrer com o uso de novas tecnologias de informação e de comunicação bem como as iniciativas governamentais e do sistema educacional para a introdução destas tecnologias nas escolas, no processo de ensino e de aprendizagem , ressalta-se a relevância deste Programa de Pesquisa ora proposto.

Questões de pesquisa e o programa de pesquisa

A análise das mudanças que poderão ser possibilitadas pelas novas tecnologias de informação e de comunicação na educação, o reconhecimento das dificuldades para a concretização das mesmas e a existência de iniciativas governamentais e particulares para introdução destas tecnologias nas escolas brasileiras, fazem emergir uma série de questões desafiadoras para a pesquisa.

Em primeiro lugar, há necessidade clara de esclarecermos quais são as ações atuais para introduzir novas tecnologias de informação e de comunicação no sistema educacional e quais têm sido as consequências já observadas. Um dos aspectos importantes a serem elucidados é o de como é trabalhada a flexibilidade versus a rigidez do sistema de ensino, enfocando currículo, distribuição no espaço e no tempo, número de alunos em classe, predominância de aula expositiva e uso de livros didáticos, entre outros fatores, ao se fazer esta introdução. É preciso analisar o projeto da SEE-MG na área de Informática Educativa e esclarecer qual é a sua fundamentação, como está sendo implementado e quais são as perspectivas de resultados esperados.

Em segundo lugar, considerando que o fator primordial de qualquer projeto educacional e, portanto de projeto que visa introduzir a informática e outras tecnologias na escola envolve o professor; constatamos lacuna no conhecimento acerca de quais são as mudanças no papel do professor com a introdução de novas tecnologias de informação e de comunicação na escola e de como ocorrem tais mudanças. Precisamos analisar contextos dessa introdução, como os professores a percebem, quais são as resistências manifestadas e como interferem no processo. Além disto, tais questões remetem ao processo de capacitação dos professores e como este contribui para a incorporação adequada de novas tecnologias.

Em terceiro lugar e não menos importante, situamos a questão de como os professores estão incorporando novas tecnologias de informação e de comunicação na sua prática pedagógica e se esta incorporação ocorre de forma adequada em ambientes interativos para propiciar mudanças nos processos de aprendizagem.

O propósito de elucidar as questões formuladas nos leva a propor o Programa de Pesquisa abrangendo dois projetos:

Projeto I- A introdução de novas tecnologias de informação e de comunicação na escola, os contextos, as mudanças no papel do professor, percepções, resistências , prática pedagógica e a capacitação dos professores.

Projeto II- Ambientes interativos de aprendizagem e trabalho por WWW: fatores de avaliação e de design.

Recursos para Cooperação Os Recursos de Cooperação ( Forum , Lista de Discussão e Chat) são valiosos para a discussão e elucidação de suas dúvidas.

 

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Atualização em 25 de agosto de 2000 (Sexta Versão).
Publicação em versão inicial em 28 de Setembro de 1997.
Webmaster: Maria Inês de Matos Coelho (Pesquisadora CNPq na UEMG, Professora da UFMG, Consultora
Apoio do CNPq e da FAPEMIG

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