Coordenadora Dra Maria Inês de Matos Coelho - Doutora em
Educação/ Pesquisadora CNPq.
Introdução
Este Programa de Pesquisa é proposto pelo Grupo de Estudos e
Pesquisas de Tecnologias Interativas de Aprendizagem (TEIA-GEPE),
criado em 16 de março de 1998, na Faculdade de Educação da UEMG. Dá-se assim
continuidade à linha de pesquisa do Projeto "Gestão de C&T: Fatores e
estratégias de pesquisa e de divulgação científica e uma proposta - O Caso da
UEMG" com apoio da FAPEMIG e do CNPq Como resultado principal mantém-se o Seminário Virtual e Rede de Trabalho Cooperativo em
Planejamento de Pesquisa e Captação de Recursos em WWW na Internet.
A intensa argumentação pela necessidade de ampliar o acesso às redes
de informação e aos recursos para ensino, aprendizagem e trabalho científico e
profissional cooperativo com base no computador recoloca a questão crítica da relação
entre fins e meios. De nada servirá o equipamento de informática ou qualquer outro, se
professores não estiverem capacitados para a utilização adequada de acordo com
finalidades pedagógicas. Daí a relevância de se analisar os contextos, processos,
fatores e resultados da introdução de novas tecnologias de informação e de
comunicação na educação presencial e a distância.
Em Minas Gerais, o PROINFO e o Programa específico da Secretaria de
Estado da Educação estão em implantação, já tendo sido adquiridos equipamentos e
sido iniciada a capacitação de técnicos para instalação dos Núcleos de Tecnologia
Educacional (NTE). No momento, estão sendo selecionadas, por licitação, as
instituições que irão atuar para a capacitação dos professores da rede pública do
estado, para instalação dos NTEs e para o trabalho nas escolas. Estão sendo instaladas
Centrais de Informática na Escolas de Ensino Médio (SEE-MG, 1998)
Considerando a importância das mudanças que poderão ocorrer com o
uso de novas tecnologias de informação e de comunicação bem como as iniciativas
governamentais e do sistema educacional para a introdução destas tecnologias nas
escolas, no processo de ensino e de aprendizagem , ressalta-se a relevância deste Programa
de Pesquisa ora proposto.
O Programa de Pesquisa, submetido à apreciação para
financiamento pelo CNPq, tem como propósito mais amplo o de contribuir , para a melhoria
do processo de ensino e aprendizagem e para uma educação voltada para o desenvolvimento
científico e tecnológico e para exercício da cidadania. Neste sentido, visa fornecer
subsídios, de caráter científico e prático, para a compreensão do processo de
incorporação de novas tecnologias de informação e de comunicação na educação
presencial e a distância. Para isso, serão analisados contextos, processos, fatores e
resultados da introdução de novas tecnologias de informação e de comunicação no
processo ensino e aprendizagem bem como serão desenvolvidos e avaliados,
participativamente com docentes de Escolas, Fundamental , Média e Superior, ambientes
interativos de aprendizagem incorporando adequadamente estas tecnologias.
O pressuposto que orienta este Programa de Pesquisa é de que novas
tecnologias devem ser ferramentas para "pensar com..." e para explorar como
promover mudanças significativas na prática de sala de aula, na escola, nos processos de
educação a distância e na sociedade. Fundamentos teóricos e metodológicos serão
desenvolvidos com o foco em ambientes interativos de aprendizagem que possibilitem
construção (reconstrução) de conhecimentos com participação, autonomia e controle
exercidos pelos aprendizes.
A problemática da incorporação de novas tecnologias de
informação e de comunicação na educação
O desenvolvimento de novas tecnologias de informação e de
comunicação (NTIC), com destaque para o avanço dos computadores, vem constituindo
estímulo para a mudança na tecnologia educacional que se baseia no texto impresso. As
redes de trabalho, componentes essenciais do uso do computador como um sistema, estão se
proliferando, lançando conexões que, rapidamente, envolvem o globo num pulsar de
mensagens. Telefones, televisão e computador estão se ligando de modo que podem servir
para estabelecer mediações no ensino nas escolas e provocar mudanças importantes nelas.
De um lado, há grande entusiasmo com as potenciais mudanças mas, de outro lado, há
ceticismo e, mesmo, crítica acirrada às referidas novas tecnologias e suas
consequências para a escola e a sociedade.
Este programa de pesquisa busca trabalhar uma postura de equilíbrio e
adequação no desenvolvimento de ambientes interativos de aprendizagem com incorporação
de novas tecnologias de informação e de comunicação, nas escolas fundamental, média e
superior, com vistas à melhoria do processo de aprendizagem e de educação voltada para
o desenvolvimento científico e tecnológico e para exercício de cidadania.
As dimensões chaves da tecnologia da escolarização moderna e,
portanto , de nossa escola atual, foram inventadas e implementadas no século XVI, entre
1500 e 1650, a partir da criação da imprensa. A escola baseada no livro texto impresso
("print based - schools") data portanto, de quase quinhentos anos. A
centralidade do texto impresso determina o "design instrucional" básico em que
a experiência educacional torna-se fragmentada e limitada porque a cultura intelectual
precisa ser dividida em muitas matérias distintas que são sequenciadas para estudo ano a
ano, de forma a possibilitar o uso dos livros textos. Este "design" coloca
limites à curiosidade e ao interesse dos estudantes bem como às suas capacidades
construtivas e integrativas.
Na vertente de estudos sobre as mudanças a serem possibilitadas pelas
novas tecnologias, na escola, destacam-se os trabalhos do Institute for Learning
Technologies (ILT) da Columbia University e do MEDIA do MIT, ambos nos Estados Unidos.
A incorporação de novas tecnologias de informação digital é
trabalhada, por esta vertente, no sentido de que o "design instrucional" ou do
sistema escolar passe a ser o de um sistema multimídia trabalhado em rede. Nele, duas
dimensões são mais importantes:
- os materiais pertencentes ao currículo não serão mais uma sequência de unidades
compartimentadas pois poderão estar acessíveis a qualquer estudante ou professor em
qualquer momento;
- o escopo dos materiais curriculares poderá ser muito maior e fornecer passos múltiplos
para níveis cada vez mais altos e complexos de realização.
Estas duas dimensões a transcendência do arranjo sequencial e a
transformação do escopo poderão transformar profundamente os limites do sistema
escolar atual baseado nos materiais impressos, contribuindo para mudar radicalmente sua
pedagogia. Parecem previsíveis algumas mudanças em relação a :
- o que as pessoas serão capazes de aprender,
- o que elas precisarão aprender,
- como elas aprenderão isto. (MC CLINTOCK, 1997)
Segundo TEODORO (1996:2), "a introdução das tecnologias da
informação na educação pode estar associada à mudança do modo como se aprende, à
mudança das formas de interação entre quem aprende e quem ensina, à mudança do modo
como se reflete sobre a natureza do conhecimento". Esta forma de pensar, ainda
recente, se opõe à que situa as novas tecnologias como "tecnologias de
substituição", incluindo a substituição do professor.
Na construção de um novo sistema educacional, como um conjunto de
interações recíprocas e complexas, podem ser identificados cinco elementos essenciais
- organização do tempo e do espaço,
- estratégias motivacionais,
- apresentação da cultura,
- pedagogias que orientam o estudo e a aprendizagem,
- caráter da profissão do professor. ( MC CLINTOCK, 1997)
O Institute for Learning Technologies (ILT) vem estudando como as redes
de trabalho informatizado podem influenciar cada um destes componentes do sistema
educacional , cada um reforçando os outros, inclusive a profissão docente. Um aspecto
identificado é o da "reconstrução virtual" das escolas do dia-a-dia, que
altera a denominada "escola de massas" :
- grupos e subgrupos podem se conectar eletrônicamente e funcionar como uma unidade,
- recursos como E-mail, "voice-mail", video-mail possibilitam imediatividade
interpessoal à colaboração e criam espaços de grande flexibilidade.
Outro aspecto apontado pelo ILT é o das atividades colaborativas que
serão grandemente facilitadas entre estudantes que trabalham em projetos. A comunicação
assincrônica melhora a habilidade das pessoas trabalharem juntas sem perder sua autonomia
e as redes aumentam a facilidade para compartilhar e gerenciar informação e idéias
comuns. Além de os conteúdos e recursos pedagógicos ficarem acessíveis aos estudantes
e professores, em qualquer momento, a estratégia educacional estimulada é a
"pedagogia de projetos" com vistas a possibilitar a construção ou
reconstrução do conhecimento pelo aluno em lugar do ensino como mera transmissão. Além
disto, livros escolares integrados com softwares de fácil acesso poderão ser elementos
principais de situações em que professores e alunos são todos aprendizes e
colaboradores.
Quanto à profissão do professor, supõe-se que o "ethos"
profissional em ensinar deixará de ser o da rotinização. As redes de trabalho ajudarão
professores a colaborar uns com os outros , dentro do fluxo corrente de atividade diária,
muito mais do que eles fazem agora, para integrar classes, para compartilhar problemas,
análise e soluções técnicas, para desenvolver competências e interesses especiais e
para identificar estudantes com necessidades e interesses específicos em que cada docente
poderá auxiliar.
As potencialidades do emprego dos computadores no processo de
ensino-aprendizagem nas escolas, tal como já analisadas, enfrentam muitas dificuldades
para concretização. O principal obstáculo encontra-se no modo como o espaço e o tempo
são geridos em nossas escolas em cursos estruturados por séries e cargas horárias
semanais por disciplinas separadas. Outra dificuldade localiza-se na atividade
predominante que é a aula expositiva pelo professor com apoio no livro didático. Além
disto, a criação de ambientes interativos e de atividade prática é muitas vezes
difícil devido ao número de alunos em classe e a um certo comodismo e mesmo resistência
à realização de esforço para aprender. (TEODORO,1996)
As mudanças não ocorrerão automaticamente. Embora os custos cada vez
mais decrescentes possam tornar as tecnologias digitais mais acessíveis às crianças,
adolescentes e jovens escolares, o acesso aos computadores e às conexões da Internet
não será suficiente. Muitos dos produtos de software, que estão sendo desenvolvidos
para crianças atualmente, servem mais para estreitar em lugar de ampliar os horizontes
delas. Para criar mudanças reais na aprendizagem devemos criar tecnologias que apoiem uma
nova visão de aprendizagem e uma nova concepção de criança e aprendiz. ( NEGROPONTE et
al., 1998)
"Como auxiliar do processo de construção do conhecimento, o
computador deve ser usado como uma máquina a ser ensinada. Nesse caso, é o aluno quem
deve passar as informações para o computador." ( VALENTE, 1997:20) Como salienta
este autor, "o uso inteligente do computador na educação é justamente aquele que
tenta provocar mudanças na abordagem pedagógica vigente ao invés de colaborar com o
professor para tornar mais eficiente o processo de transmissão do conhecimento."
Dito de outra forma, isso significa, como propõe o Grupo MEDIA do MIT, "criar
novas ferramentas para pensar com" e "explorar como estas ferramentas podem
ajudar a promover mudanças nos ambientes do mundo real "(grifos nossos).
Para Cortelazzo (1997), "o professor precisa ter familiaridade com
as midias , para poder orientar seus alunos na escolha daquela(s) mais
apropriada(s) para os projetos que forem desenvolver. A TV, o rádio, o jornal, a revista
e o livro, cada um tem suas funções específicas. Cada midia se presta a
objetivos diferentes de leitura e representação do mundo. O aluno, por exemplo, poderá
obter um resumo rápido de um acontecimento no noticiário da TV e complementar as
informações no jornal falado no rádio (mais detalhado e explicativo, por não possuir
imagens). Se quiser voltar ao assunto com mais detalhes, terá o texto no jornal impresso
e na revista semanal ou mensal que terá tido um maior tempo para acompanhar o
acontecimento e se, de fato, for significativo, poderá depois de algum tempo ter um filme
ou video-documentário e/ou um livro, apresentando outras faces da pesquisa. Por outro
lado, o professor deve ter competência audiovisual para poder trabalhar com os recursos
audiovisuais de maneira efetiva. Muitas vezes, o professor esquece que ele próprio é o
primeiro recurso audiovisual em sala de aula. É preciso saber selecionar sons e imagens,
como usá-los, lê-los e como criar com eles, enfim, como se comunicar com o
audiovisual".
No Brasil, a informática educativa tem investigações
precursoras na UFRJ em 1966, na UFRGS em 1973 e na UNICAMP em 1975. Inicialmente, o
computador não era utilizado como tecnologia de ensino, mas como "objeto de estudo e
pesquisa". As primeiras aplicações da informática como tecnologia educacional se
deram em avaliação de aprendizagem, focalizando dimensões cognitivas e afetivas nos
processos interativos, com computadores de grande porte , e como recurso em simulação. (
MORAES, 1993, p.18)
Duas experiências foram fundamentais para o desenvolvimento da
informática na educação em nosso país:
- a cooperação técnica com os professores Seymour Papert que desenvolveu a linguagem de
programação LOGO com características para implementar uma metodologia de ensino baseada
no computador, e Marvin Minsky, que resultou na criação de um grupo interdisciplinar na
UNICAMP em 1976, base do NIED em 1983;
- o trabalho desenvolvido na UFRGS, apoiado nas teorias de Piaget e nos estudos de Papert,
destacando-se pesquisas do Laboratório de Estudos Cognitivos (LEC) do Instituto de
Psicologia com crianças de escolas pública, que apresentavam dificuldades de
aprendizagem. ( MORAES, 1993, p.19)
O estágio atual relaciona-se mais diretamente às investigações
realizadas pelo Projeto EDUCON, de implantação, em 1984, de centros-piloto nas
Universidades Federais do Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e na
Universidade Estadual de Campinas, cujos projetos foram selecionados entre 26 propostas.
Com a ausência de financiamento, o EDUCON teve realmente implementação a partir de
1987. Com o Programa de Ação Imediata em Informática na Educação de 1o e 2
o Graus , criado em 1986, gerido pelo MEC (Comitê-Assessor de Informática na
Educação- CAIE- e, depois Secretaria de Informática em 1987), foram implantados
dezessete CIEDs ( Centros de Informática na Educação vinculados às Secretarias de
Estado da Educação) como "centros irradiadores e multiplicadores" da
tecnologia da informática para as escolas públicas.
O atual Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO) tem
como objetivos: melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem, possibilitar a
criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares mediante incorporação
adequada das novas tecnologias de informação pelas escolas, propiciar uma educação
voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico, educar para uma cidadania
global numa sociedade tecnologicamente desenvolvida.
O Programa Nacional de Informática na Educação - PROINFO- está
financiando a introdução da tecnologia de informática e telecomunicações na rede
pública de ensino de 1o e 2 o Graus. Em sua primeira etapa -
biênio 1997/98 - está prevista a aquisição de 100 000 microcomputadores para serem
distribuidos nas vinte e sete unidades da federação. O Programa pretende iniciar o
processo de universalização do uso das tecnologias de ponta no sistema público de
ensino, em regime de parceria entre MEC ( Secretaria de Ensino a Distância- SEED) e os
governos estaduais ( Secretarias Estaduais de Educação e Conselho Nacional de
Secretários de Educação- CONSED) e governos municipais (Secretarias Municipais de
Educação e União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação - UNDIME).
A SEED e o CONSED acordaram que os equipamentos serão distribuídos
aos estados em quotas proporcionais ao número de alunos da rede publica (estadual e
municipal) e de escolas com mais de 150 alunos. Deverão ser beneficiadas cerca de 6 mil
escolas, que correspondem a 13,4% do universo de 44,8 mil escolas públicas brasileiras de
1o e 2 o Graus. Na sua primeira etapa, serão investidos cerca de R$
220 milhões no treinamento e capacitação de professores e técnicos de suporte à
informática educativa. Esse investimento em capacitação representa 46 % do total de R$
480 milhões a ser investido no Programa. Antes de enviar computadores para as escolas, o
Programa financiará a instalação de Núcleos de Tecnologia Educacional- NTE,
adequadamente distribuidos por todas as unidades da federação. Para essa primeira etapa,
estão previstos cerca de 200 NTEs que deverão garantir o processo de capacitação,
reciclagem e apoio permanente aos professores da rede pública. Adicionalmente, o Programa
prevê o custeio de, no mínimo, um técnico em informática educativa por escola para dar
suporte às atividades dos professores.
Em Minas Gerais, o PROINFO e o Programa específico da Secretaria de
Estado da Educação estão em implantação, já tendo sido adquiridos equipamentos e
sido iniciada a capacitação de técnicos para instalação dos Núcleos de Tecnologia
Educacional (NTE). No momento, estão sendo selecionadas, por licitação, as
instituições que irão atuar para a capacitação dos professores da rede pública do
estado, para instalação dos NTEs e para o trabalho nas escolas. Segundo a SEE-MG (1998),
já estão instaladas 503 Centrais de Informática em Escolas de Ensino Médio e o
programa está sendo ampliado para cerca de 2200 escolas.
Considerando a importância das mudanças que poderão ocorrer com o
uso de novas tecnologias de informação e de comunicação bem como as iniciativas
governamentais e do sistema educacional para a introdução destas tecnologias nas
escolas, no processo de ensino e de aprendizagem , ressalta-se a relevância deste Programa
de Pesquisa ora proposto.
Questões de pesquisa e o programa de pesquisa
A análise das mudanças que poderão ser possibilitadas pelas
novas tecnologias de informação e de comunicação na educação, o reconhecimento das
dificuldades para a concretização das mesmas e a existência de iniciativas
governamentais e particulares para introdução destas tecnologias nas escolas
brasileiras, fazem emergir uma série de questões desafiadoras para a pesquisa.
Em primeiro lugar, há necessidade clara de esclarecermos quais são as
ações atuais para introduzir novas tecnologias de informação e de comunicação no
sistema educacional e quais têm sido as consequências já observadas. Um dos aspectos
importantes a serem elucidados é o de como é trabalhada a flexibilidade versus a rigidez
do sistema de ensino, enfocando currículo, distribuição no espaço e no tempo, número
de alunos em classe, predominância de aula expositiva e uso de livros didáticos, entre
outros fatores, ao se fazer esta introdução. É preciso analisar o projeto da SEE-MG na
área de Informática Educativa e esclarecer qual é a sua fundamentação, como está
sendo implementado e quais são as perspectivas de resultados esperados.
Em segundo lugar, considerando que o fator primordial de qualquer
projeto educacional e, portanto de projeto que visa introduzir a informática e outras
tecnologias na escola envolve o professor; constatamos lacuna no conhecimento acerca de
quais são as mudanças no papel do professor com a introdução de novas tecnologias de
informação e de comunicação na escola e de como ocorrem tais mudanças. Precisamos
analisar contextos dessa introdução, como os professores a percebem, quais são as
resistências manifestadas e como interferem no processo. Além disto, tais questões
remetem ao processo de capacitação dos professores e como este contribui para a
incorporação adequada de novas tecnologias.
Em terceiro lugar e não menos importante, situamos a questão de como
os professores estão incorporando novas tecnologias de informação e de comunicação na
sua prática pedagógica e se esta incorporação ocorre de forma adequada em ambientes
interativos para propiciar mudanças nos processos de aprendizagem.
O propósito de elucidar as questões formuladas nos leva a propor o Programa
de Pesquisa abrangendo dois projetos:
Projeto I- A introdução de novas tecnologias de
informação e de comunicação na escola, os contextos, as mudanças no papel do
professor, percepções, resistências , prática pedagógica e a capacitação dos
professores.